quinta-feira, 24 de março de 2016

Regularização de ativos no exterior deve render R$ 35 bilhões ao governo em 2016

O programa de regularização de ativos no exterior, também chamado de repatriação de recursos, deve render R$ 35 bilhões ao governo este ano, informou hoje (22) o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O valor representa uma alta de R$ 14 bilhões em relação à previsão anterior, de R$ 21 bilhões, divulgada em fevereiro.
O valor consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, que traz projeções para a economia e orienta a execução do Orçamento. Segundo o documento, a equipe econômica ainda trabalha com a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que renderia R$ 10,2 bilhões à União este ano.
O relatório prevê ainda que R$ 14,7 bilhões entrarão no caixa do governo decorrente de aumentos de impostos. Desse total, a medida que mais trará dinheiro aos cofres federais será o fim da desoneração para os computadores, smartphonestablets e para equipamentos de informática, que representará R$ 6,1 bilhões em caixa. O aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre bebidas quentes, como vinho, cachaça e outros destilados, renderá R$ 429 milhões.
Apesar de reforçar o caixa da União, essas medidas serão insuficientes para reverter a queda da arrecadação. O relatório prevê queda de R$ 20,2 bilhões nas receitas líquidas do governo, de R$ 1,206 trilhão para R$ 1,186 trilhão para este ano.
A maior parte da queda está nas estimativas de recursos administrados pela Receita Federal (impostos e contribuições), que caíram R$ 8,7 bilhões por causa da queda da arrecadação decorrente da crise econômica. A projeção passou de R$ 870,2 bilhões para R$ 861,5 bilhões.
Nas receitas não administradas pela Receita, a maior parte da queda decorre da redução de R$ 7,2 bilhões na estimativa de receitas com a cota-parte de compensações financeiras, que caíram de R$ 34 bilhões para R$ 26,8 bilhões. O recuo decorre da redução de royalties provocada pelos baixos preços do petróleo no mercado internacional.
O governo reduziu em R$ 1,6 bilhão, de R$ 12,4 bilhões para R$ 10,8 bilhões a projeção de receitas com dividendos de estatais, por causa da queda na lucratividade das empresas públicas federais. Os dividendos são a parcela do lucro que as empresas distribuem aos acionistas. No caso das estatais federais, o Tesouro Nacional, que é o principal acionista, fica com a maior parte dos dividendos.
Por causa da queda na projeção de receitas, o governo fez um contingenciamento (bloqueio de verbas) adicional de R$ 21,2 bilhões no Orçamento Geral da União de 2016. Com a medida, o volume de cortes de despesas discricionárias (não obrigatórias) passou de R$ 23,4 bilhões para R$ 44,6 bilhões.
Edição: Nádia Franco
Fonte: Agência Brasil

Fevereiro tem maior queda do emprego formal em 25 anos

O agravamento da crise econômica fez fevereiro registrar a maior queda do emprego formal em 25 anos. Segundo dados divulgados há pouco pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, o país fechou 104.582 postos de trabalho com carteira assinada no mês passado.
O número leva em conta a diferença entre demissões e contratações, e é o maior para fevereiro desde 1992, quando começou a pesquisa. Apenas nos últimos 12 meses, o país eliminou 1.706.985 postos de trabalho, o que equivale à diminuição de 4,14% no contingente de empregados com carteira assinada no país.
Quase todos os setores da economia demitiram mais do que contrataram em fevereiro, com destaque para comércio (-55.520 vagas), indústria de transformação (-26.187 vagas) e construção civil (-17.152 vagas). O único setor a registrar mais contratações que dispensas foi a administração pública, que criou 8.583 postos de trabalho no mês passado.
Com o resultado de fevereiro, o país acumula o fechamento de 204.912 vagas formais de trabalho em 2016 na série ajustada, que leva em conta declarações de janeiro entregues fora do prazo.
Os estados que mais fecharam postos de trabalho em fevereiro foram Rio de Janeiro (-22.287 vagas), São Paulo (-22.110 vagas) e Pernambuco (-15.874 vagas). Apenas seis estados contrataram mais do que demitiram: Rio Grande do Sul (6.070 vagas criadas), Santa Catarina (4.793), Mato Grosso (3.683), Goiás (2.327), Mato Grosso do Sul (1.124) e Tocantins (com apenas 88 postos criados).
Por regiões, o Nordeste liderou o fechamento de postos de trabalho no mês passado, com a extinção de 58.349 vagas. Em seguida vêm Sudeste (-51.871) e Norte (-7.834). No entanto, o Sul criou 8.813 vagas; e o Centro-Oeste, 4.659 vagas em fevereiro.
Mesmo com o desempenho positivo do Sul e do Centro-Oeste, todas as regiões registram fechamento líquido de postos de trabalho nos últimos 12 meses. A região que mais demitiu foi o Sudeste, com a extinção de 959.958 postos, seguida do Nordeste (-298.301 postos), do Sul (-261.776 postos), do Norte (-107.454) e do Centro-Oeste (79.606).
Divulgado desde 1992, o Caged registra as contratações e as demissões em empregos com carteira assinada com base em declarações enviadas pelos empregadores ao Ministério do Trabalho.
Edição: Nádia Franco
Fonte: Agência Brasil

'Não abandonamos a CPMF', diz ministro da Fazenda


Apesar do cenário político conturbado e das dificuldades para aprovar aumentos de tributos, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse nesta segunda-feira (21) que o governo não desistiu da proposta de recriar a Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), que ficou conhecida como imposto do cheque.
"Não abandonamos a CPMF", disse o ministro durante entrevista nesta segunda em que anunciou medidas para a economia, entre elas a proposta de alongamento da dívida dos Estados com a União e a criação de um mecanismo que vai permitir ao governo evitar o corte de gastos considerados essenciais, em anos de retração do PIB.
A proposta que recria a CPMF já foi enviada ao Congresso Nacional. O governo conta com a medida para conseguir recuperar uma parte da queda na arrecadação, resultado da recessão que atinge o país.

Necessidade
Barbosa avaliou que o governo considera a CPMF "necessária". "Ampliamos [a proposta inicial] para incluir a possibilidade de transferir recursos para prefeitos e governadores. Estamos acompanhando os debates gerais na Câmara para ver quando será possível avançar com essa reforma. As negociações continuam", declarou ele.

O ministro admitiu, porém, que a CPMF está com "apreciação atrasada". "Mas continuamos achando que essa é uma poupança necessária para elevar a receita do governo nesse momento de transição, enquanto encaminhamos as reformas estruturais. Uma fonte de receita temporária", afirmou.

No orçamento deste ano, o governo estima receber R$ 13 bilhões com o retorno da CPMF, mesmo com as dificuldades para passar o tributo no Congresso Nacional. Sem a volta da contribuição, o governo terá mais dificuldades para tentar atingir as metas fiscais propostas para 2016.
Outros tributos
Questionado se o governo pretende efetuar aumentos de outros tributos, o ministro da Fazenda declarou que, em primeiro lugar, é preciso "mostrar controle sobre o crescimento das despesas públicas. É necessário aumentar a arrecadação. Não vou negar isso. Hoje, nossa carga tributária é mais baixa do que em 2011 [na proporção do PIB], com a retração da economia. A carga tributária não previdenciária voltou ao nível de 16 anos atrás", disse o ministro da Fazenda.
Segundo ele, o atual cenário envolve medidas de recuperação de receitas, mas principalmente de recuperação do crescimento.

"Se aumenta o salário das pessoas, elas vão poder pagar mais Imposto de Renda. Se a empresa recupera o lucro, vai poder pagar mais IR. Estamos adotando medidas para aumentar o emprego e a renda", afirmou o ministro.
Fonte: G1

Quando um empreendedor deve ouvir sua intuição?

Numa ampla sala de reunião estão conversando dois empreendedores. De um lado, o experiente fundador de uma das maiores empresas do Brasil, e do outro, ouvindo atentamente seus conselhos, está um jovem empreendedor, dono de uma das empresas brasileiras que mais crescem no setor de tecnologia. Apesar da notável diferença de tamanho e robustez dos negócios, ambos, guiados pela intuição que os líderes carregam consigo, tiveram a capacidade de tirar do papel o “sonho grande” que tinham em mente. Mas será que essa intuição, inata aos empreendedores, atuou da mesma forma nos caminhos trilhados pelos dois? A princípio não. Pelo menos no momento crucial da abertura de seus negócios.
Nosso experiente fundador recebeu desde muito jovem a responsabilidade de trabalhar pra sustentar sua família. Recém-saído da faculdade decidiu abrir a primeira empresa com pouco dinheiro e nenhum conhecimento do negócio. A decisão de começar foi baseada na intuição e no anseio interior de empreender que possuía desde criança. Já o nosso jovem empreendedor digital, que apesar do bom português, não nega os traços racionais e exatos de sua origem alemã, decidiu empreender guiado pela razão. Junto com seu sócio, estudou o potencial do negócio no Brasil e traçou um plano considerando todas as dificuldades do nosso ambiente empreendedor e partiu pra execução. Duas abordagens completamente opostas quanto ao uso da intuição, no entanto, de dois líderes à frente de negócios bem sucedidos.
Um olhar mais profundo na história dos empreendedores citados, além do momento inicial, mostra que não há uma única abordagem correta.
Nenhum dos dois jamais teria construído negócios de valor se usassem somente a intuição ou a razão na tomada de suas decisões. Ambos precisaram combinar abordagens que, principalmente, respeitassem seus valores. Como lidar então, com situações em que os números indicam que permanecer aderente aos valores da companhia se mostra a coisa mais dispendiosa a se fazer? É nestes momentos em que a intuição e os valores do líder, como excelência, ética e meritocracia entram em cena. Contrariar os números para preservar os valores, nestes casos, parece ser uma decisão acertada. 
Esta aderência aos valores se mostra como o grande indicador da direção correta a se seguir quando intuição e razão são contrapostas. Todo empreendedor que se preze sempre estará munido de números para gerir seu negócio. Seja no caixa, nos indicadores da operação ou na opinião dos clientes. Os dados mostram o caminho mais racional a se seguir para o bem dos negócios. Os empreendedores que a Endeavor acompanha no Brasil tiveram que tomar decisões baseadas em números como estes, centenas de vezes, ao longo de suas trajetórias. Mas os números contam somente uma parte da história. A outra deve ser escrita todos os dias, quando a intuição mostra que o que conta no longo prazo, é na verdade, os valores de um líder bem sucedido.
Enio Borges é coordenador de apoio a empreendedores da Endeavor Brasil.
Fonte: Exame.com

quarta-feira, 23 de março de 2016

“Zap Leão” é assunto na mídia cearense

Opinião
Com o objetivo de tornar o CRCCE cada vez mais ativo para benefício da classe contábil e da sociedade cearense, a presidente do CRCCE, contadora Clara Germana, explicou o “Zap Leão” em reportagem à TV Verdes Mares, no dia 11 de março.

O novo serviço é voluntário e tem a finalidade de esclarecer dúvidas sobre o IRPF 2016 e também promover a conscientização da sociedade em poder fazer a doação do valor de 3% do imposto devido a um fundo do município. No Ceará existem 56 municípios habilitados a receberem esta doação.

No dia 14 de março, Valdemir Alves, membro da Comissão de Normas Técnicas do Conselho, respondeu dúvidas do Zap Leão para o CETV 2ª Edição
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CRCCE supera a marca de 2 mil alunos em cursos na capital e interior

Opinião
O Conselho Regional de Contabilidade por meio do setor de Desenvolvimento Profissional-Desprof, treinou 2.153 profissionais somente este ano, numa média de 30 profissionais beneficiados a cada dia. Os números divulgados pela coordenadora do setor, Shirlley Barros, referem-se a 29 eventos realizados gratuitamente pelo CRCCE, na capital e interior.

Os cursos, palestras e workshops do CRCCE atualizam o profissional nas mais diversas áreas da contabilidade e asseguram o cumprimento da pontuação exigida em educação continuada. Estudante também pode participar, complementando os conteúdos dos cursos de Ciências Contábeis.

Para o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional, Felipe Guerra, os números apresentados são fruto do planejamento e, acima de tudo, do comprometimento e entusiasmo da equipe. “Montamos um calendário semestral de cursos e palestras com temas de muita relevância, abordagem prática e boa carga horária”, afirmou. “Todos nós que fazemos parte do Desprof temos o prazer de atender a classe contábil”, concluiu.

Em 2015, mais de 13 mil profissionais participaram dos treinamentos de programa de Educação Continuada do Conselho. A expectativa é que nesse ano, essa marca seja ultrapassada. A programação completa de cursos e palestras está disponível aqui.

CRCCE participou da primeira fase do projeto Mais Capacidades

Opinião
O Conselho Regional de Contabilidade participou, no último dia 15 de março, na cidade do Crato, no Cariri, da primeira fase do projeto Mais Capacidades – orientar, agir e preservar, do Tribunal de Contas dos Municípios. Dez cursos serão realizados pelo projeto ao longo do ano, em todo o estado, para explicar procedimentos a serem observados pela gestão pública na transição governamental.

O objetivodo Mais Capacidades é preservar ordenadores de despesas de prefeituras e câmaras municipais de possíveis processos junto ao TCM e proteger o patrimônio público de eventuais depredações.

O CRCCE participou da primeira etapa com uma palestra sobre o tema “Responsabilidade do Contador”, ministrada pelo conselheiro José Wellington da Silva. Este é o segundo ano em que o CRCCE participa do esforço do TCM - ano passado o projeto se chamou Capacidades.

“Ter a classe contábil ligada a um programa de capacitação do TCM agrega todos os valores possíveis ao conteúdo transmitido a agentes públicos”, afirmou o presidente do Tribunal, Francisco Aguiar. “Isso possibilita nível de conhecimento que resulta em melhores índices de qualidade das contas públicas”, completou.

No Crato, o Mais Capacidades foi realizado na terça e quarta-feira (15 e 16), no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri, tendo como participantes os seguintes municípios: Abaiara, Aiuaba, Altaneira, Antonina do Norte, Araripe, Assaré, Barbalha, Brejo Santo, Campos Sales, Caririaçu, Crato, Farias Brito, Jardim, Jati, Juazeiro do Norte, Mauriti, Milagres, Missão Velha, Nova Olinda, Penaforte, Porteiras, Potengi, Saboeiro, Salitre, Santana do Cariri e Tarrafas.

Em seguida, o Mais Capacidades foi para Iguatu. A programação ocorreu na quarta e quinta-feira (16 e 17), no Instituto Federal do Ceará, com os municípios: Acopiara, Aurora, Baixio, Barro, Cariús, Catarina, Cedro, Granjeiro, Icó, Iguatu, Ipaumirim, Jucás, Lavras da Mangabeira, Orós, Quixelô, Umari e Várzea Alegre.

Outras informações podem ser obtidas no Instituto Escola Superior de Contas e Gestão Pública Waldemar Alcântara, pelos telefones (85) 3218.2908 e 3218.1267.

Dia da Mulher comemorado com palestras, estilo e descontração

Opinião
O Conselho Regional de Contabilidade comemorou o Dia da Mulher, no sábado (12/03), com uma jornada de palestras, estilo e descontração. O evento, intitulado “Múltiplas Habilidades… Equilíbrio Singular”, foi realizado pelo CRCCE Mulher com o apoio de outras comissões e contou com a participação de profissionais de contabilidade de diferentes áreas de atuação.

As homenageadas foram recebidas com rosas e um café da manhã. Serviços de massagem relaxante e de maquiagem foram colocados à disposição. A presidente do CRCCE – primeira mulher a ocupar o cargo, Clara Germana Rocha, deu as boas-vindas às colegas e apresentou as integrantes do CRCCE Mulher, que tem como coordenadora Tatiana Alves.

“Este é um dia para celebrar a força, a garra e a luta de nós mulheres”, afirmou a presidente. Clara Germana reconheceu que as mulheres são diferentes quando atuam na contabilidade, porque “são responsáveis e fazem tudo com capricho”. E conclamou a profissional a ocupar mais espaços na profissão e na política. “Nós precisamos nos colocar mais, falar mais, precisamos estar na linha de frente”, completou.

A primeira palestra da manhã foi do especialista em controladoria e gestão empresarial, e coordenador da Comissão Trabalhista e Previdenciária do CRCCE, Rondinelly Rodrigues, que falou sobre Riscos e Benefícios do e-Social. Vanessa Melo, em seguida, falou sobre Dicas para Viver com Estilo. Encerrando a programação, Wladson Sidney fez uma palestra motivacional, intitulada Cada um com o seu Cada Qual.

A presidente Clara Germana e as integrantes do CRCCE Mulher vestiram a blusa do 20º Congresso Brasileiro de Contabilidade, como forma de divulgá-lo (Foto). Também participaram a vice-presidente de Fiscalização do CRCCE, Joana Lúcia de Lima; os conselheiros Claurea Tavares, Manoel Oderno, Zacarias Chaves Júnior, Francisco José Moura; e o coordenador da Região Metropolitana, Humberto Furtado Júnior.

Vice-presidente de Fiscalização preside Sessão Plenária

Opinião
A vice-presidente de Fiscalização do Conselho Regional de Contabilidade, Joana Lúcia de Lima, presidiu a sessão ordinária do mês de março, realizada no dia 16 de março, na sede do CRCCE. A vice-presidente conduziu os trabalhos, diante da impossibilidade da participação da presidente, Clara Germana Rocha, e de seu virtual substituto, o vice-presidente de Administração, Pretextato Mello.

Durante a sessão, foi dado conhecimento dos ofícios enviados aos parlamentares Tim Gomes (deputado estadual) e Eulógio Neto (vereador de Fortaleza), informando da comemoração do Dia do Profissional da Contabilidade (25/4). Em seguida, foram informadas as mais recentes indicações de representações do CRCCE junto a fóruns e outros colegiados.

A conselheira Cláudia Dias foi indicada para os fóruns municipal (de Fortaleza) e estadual das Micro e Pequenas Empresas. O conselheiro Vanderley Viana foi indicado para a Câmara Setorial de Comércio e Serviços. Os conselheiros Ricardo Carvalho e Zacarias dos Santos foram indicados para a Redesim. Os conselheiros Cristiano Mello e Dyego Terceiro, foram para o Conselho Fiscal do IDT.

A lista dos indicados se completa com os conselheiros Pretextato Mello e Ricardo Negreiros, para o Fórum Administrativo e Tributário/Receita Federal. No final, foram sorteados para participar da sessão plenária de abril o delegado de Itapajé, Manoel Sousa Silva, e a coordenadora regional do Centro Norte, Khystianne Rodrigues Jorge.

CRCCE e Sescap pedem novo presidente para Junta Comercial

Opinião
O Conselho Regional de Contabilidade e o Sescap-Ceará pediram à Secretaria da Fazenda, no dia 11 de março, a nomeação do presidente da Junta Comercial do Estado do Ceará-Jucec. O cargo está vago desde 31 de dezembro de 2015, quando terminou o mandato de vogal do órgão do então presidente, Ricardo Lopes, que presidia a casa desde 2007.

“A situação ora enfrentada causa prejuízos e transtornos adicionais ao contribuinte e à classe empresarial como um todo”, afirma o ofício conjunto, assinado pela presidente do CRCCE, Clara Germana Rocha, e pelo presidente do Sescap, Daniel Coelho.

O documento pede também a nomeação do novo Colégio de Vogais, que é o órgão de deliberação superior da Jucec. “Processos de competência do referido colégio vêm sendo analisados e deferidos de forma singular, criando uma fragilidade jurídica nos referidos processos/julgamentos, além de comprometer a qualidade e a agilidade dessas decisões”, argumenta.

Os signatários solicitam ainda a nomeação e posse dos profissionais de nível médio e superior aprovados no concurso realizado ano passado. “Um aumento na dotação de funcionários causará imediato impacto na qualidade do atendimento e na satisfação dos usuários”, finaliza o ofício.

Mais de 42 mil estabelecimentos do comércio varejista migraram para o SAT

Mais de 42 mil estabelecimentos do comércio varejista paulista passaram a emitir cupons fiscais eletrônicos (CF-e) em substituição ao cupom fiscal. Desde julho do ano passado, quando se iniciou o cronograma de troca obrigatória do Emissor de Cupom Fiscal (ECF) pelo Sistema Autenticador e Transmissor (SAT), cerca de 400 milhões de cupons fiscais eletrônicos já foram transmitidos à Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.
Na quinta etapa do cronograma estabelecido pela Fazenda, a partir do início deste ano o sistema passou a ser obrigatório para contribuintes dos segmentos de supermercados, postos de combustíveis (em substituição à Nota Fiscal de Venda ao Consumidor – modelo 2) e estabelecimentos que faturaram R$ 100 mil ou mais em 2015 e utilizam a modelo 2.
O cronograma de obrigatoriedade do SAT foi elaborado de acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) dos contribuintes. Veja nas tabelas abaixo os segmentos que já aderiram ao SAT e as futuras etapas de obrigatoriedade:
 Contribuintes obrigados ao uso do SAT
Datas
Sistema Autenticador e Transmissor – Cronograma / Setores
1º/7/2015
Novos estabelecimentos
ECFs com mais de 5 anos desde a primeira lacração para os setores: postos de combustíveis, farmácias, drogarias e lojas de artigos de vestuário.
Contribuintes que utilizam Sistema Eletrônico de Processamento de Dados (SEPD) em substituição ao ECF.
1º/8/2015
ECFs com mais de 5 anos desde a primeira lacração de  minimercados, mercearias, armazéns, lojas de materiais de construção, restaurantes, bares e lanchonetes.
1º/9/2015
ECFs com mais de 5 anos desde a primeira lacração para padarias e confeitarias, açougues, lojas de departamentos, de autopeças,  ferragens, ferramentas,  eletroeletrônicos, móveis, calçados, papelarias, farmácias de manipulação, perfumarias e óticas.
1º/10/2015
-Demais setores do varejo cujos ECFs tenham mais de 5 anos desde a primeira lacração.
1º/1/2016
Em substituição à nota fiscal de venda a consumidor (modelo 2) para os contribuintes que faturaram R$ 100 mil ou mais em 2015;
Postos de combustível, em substituição à nota fiscal de venda a consumidor (modelo 2);
Supermercados, desde que essa atividade esteja enquadrada na CNAE principal

Futuras etapas de obrigatoriedade
Datas
Sistema Autenticador e Transmissor – Cronograma / Setores
1º/1/2017
Em substituição à nota fiscal de venda a consumidor (modelo 2) para os contribuintes que faturaram R$ 80 mil ou mais em 2016;
Prazo final para os postos de combustível cessarem todos os ECFs.
1º/1/2018
Em substituição à nota fiscal de venda a consumidor (modelo 2) para os contribuintes que faturaram R$ 60 mil ou mais em 2017.
Sobre o SAT
O Sistema Autenticador e Transmissor (SAT) é um hardware responsável pela geração do Cupom Fiscal Eletrônico (CF-e), sua assinatura digital e transmissão periódica à Secretaria da Fazenda, sem a necessidade de o contribuinte intervir ou formatar arquivos – basta que ele emita o documento fiscal pelo equipamento.
O equipamento SAT, praticamente, elimina erros no envio e deve contribuir para a redução do número de reclamações de consumidores, autuações e multas aos lojistas.  Os extratos dos documentos fiscais emitidos pelo sistema terão QRCode que permite ao consumidor checar dados da compra e a validade do documento com o uso de smartphone e aplicativo específico da Secretaria da Fazenda.
Os varejistas não precisarão mais instalar um equipamento por caixa registradora. O SAT pode ser compartilhado por vários caixas e impressoras.  Se o ponto de venda não estiver conectado à internet, o equipamento armazena todas as operações para serem enviadas à Secretaria da Fazenda assim que estabelecer conexão à internet, ou pelo computador do escritório do estabelecimento comercial.
Ações de fiscalização
A Secretaria da Fazenda paulista está acompanhando remotamente a utilização do SAT pelos contribuintes obrigados a utilizar o sistema. Caso verifique que, embora obrigados, muitos estabelecimentos não estão utilizando o SAT, irá deflagrar operação de fiscalização para identificar descumprimento de obrigação tributária, o que pode ocorrer ainda neste primeiro semestre de 2016.
Informações adicionais sobre o SAT podem ser obtidas em www.fazenda.sp.gov.br/sat
Fonte: SEFAZ-SP

terça-feira, 22 de março de 2016

Prazo da DSPJ Inativa e da Dmed termina 31 de março

Na próxima semana, termina o prazo de entrega de duas obrigações acessórias: a Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica – DSPJ de 2016 Inativa e a Declaração de Serviços Médicos – Dmed, ambas referentes ao ano-calendário 2015. As declarações devem ser enviadas à Receita Federal até o dia 31 de março.
A DSPJ deve ser cumprida por todas as pessoas jurídicas inativas, ou seja, as empresas que não tenham efetuado qualquer atividade operacional, não operacional, patrimonial ou financeira durante todo o ano-calendário.
Pessoa Inativa é a empresa que não fez nenhum tipo de movimentação, inclusive no que diz respeito à aplicação no mercado financeiro ou de capitais. É importante ressaltar que muitas empresas acreditam que, pelo fato de não ter tido faturamento podem ser consideradas inativas, o que é um erro, já que por possuir qualquer tipo de movimentação patrimonial, bancária ou financeira ela está exercendo sim atividade empresarial.
A Declaração, original ou retificadora, deve ser apresentada pelo site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br). Estão dispensadas da DSPJ – Inativa as microempresas e empresas de pequeno porte optantes do Simples Nacional que permaneceram inativas durante o ano passado.
Dmed
Para transmitir a Dmed à Receita Federal do Brasil, é obrigatório o uso de certificado digital.
Quem não apresentar a obrigação no prazo estabelecido estará sujeito à multa de R$ 500,00 a R$ 1.500,00 por mês-calendário ou fração, dependendo da forma de tributação – lucro presumido ou lucro real. Nos casos em que o documento for entregue com informações omitidas, inexatas ou incompletas, a multa será de 0,2%, não inferior a R$ 100 do valor das transações comerciais.
A Dmed 2016 deve ser entregue no site da Receita Federal.
Por Danielle Ruas
Fonte: Revista Dedução

Crise política paralisa ajuste fiscal

O agravamento da crise política, com o início formal da discussão e futura votação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, interditou a apreciação de propostas do ajuste fiscal e outras matérias que poderiam melhorar as contas públicas.
A maior influência do PT e do ex-presidente Lula ao Palácio do Planalto também já provocou um efeito colateral: as propostas para colocar as contas em dia ficaram em segundo plano. Criticado pelas lideranças petistas e com risco de ficar isolado no governo e até mesmo de ser substituído no cargo, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, abriu ainda mais a torneira do crédito, na contramão do ajuste fiscal no curto prazo.
Pressionado, Barbosa também ampliou o alívio de curto prazo para os governadores, que terá impacto negativo nas contas públicas em 2016 e nos próximos anos. Embora os projetos previstos, como a fixação de um teto para o gasto, estejam prontos para serem enviados esta semana ao Congresso, o foco agora passou a ser direcionado também para medidas que o governo pode adotar para estimular o crescimento com ações que não precisem de aprovação do Parlamento, como mais recursos para o Programa Minha Casa, Minha Vida.
O plano traçado pelo PT era tentar fazer de Lula, que está com sua nomeação para a Casa Civil suspensa por decisão judicial, uma espécie de fiador do retorno da confiança e da votação de propostas para melhorar o ambiente econômico. Uma articulação nesse sentido chegou a ser desenhada antes da posse pelo ex-presidente em conversas com parlamentares petistas. Mas, até o momento, não foi levada adiante.
Alinhado com o discurso de Lula, o ministro da Fazenda disse na sexta-feira que as incertezas políticas atrasam a recuperação da economia. “Um debate público onde todo mundo grita e ninguém ouve não leva a lugar nenhum. Propostas extremas, para um lado e outro, não são sustentáveis e não vão resolver os problemas”, disse.
Paralela. Enquanto isso, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tocam em paralelo ao avanço do impeachment uma pauta mínima de votações, muitas delas que contrariam interesses do Executivo. Do governo, as duas Casas devem votar só as medidas provisórias encaminhadas, mas propostas como o retorno da CPMF e a Desvinculação das Receitas da União (DRU) não devem caminhar durante o andamento do processo de afastamento.
Ao Broadcast, serviço de notícia em tempo real da Agência Estado, o presidente da Câmara disse que alguma pauta do governo pode ser votada pelos deputados durante o processo do impeachment. Ele disse que nesse período vai seguir a pauta, com votação de MPs, mas quer votar o projeto que define o teto do funcionalismo público e ainda pretende apreciar o projeto que define a Lei de Responsabilidade das Estatais, proposta encampada pelos tucanos e aprovado na terça-feira pelo Senado.
Eduardo Cunha destacou que a votação de reformas da Previdência e tributária, as quais passou a dar apoio desde o fim do mês passado, só devem ser apreciadas após a votação do afastamento de Dilma. “Isso só depois do impeachment, porque precisa negociar e ninguém vai querer negociar com um governo com risco de cair em pouco tempo”, disse o presidente da Câmara, para quem o Executivo não tem agenda e que a CPMF – imposto que o governo esperava aprovar no Congresso até maio, mas está parado na Câmara – é um “engodo”.
No Senado, Renan Calheiros pretende continuar a dobradinha de pautas que inaugurou desde o ano passado com os tucanos e que tem sido acelerada. Mesmo se mantendo aliado a Dilma, Renan deve colocar em votação na próxima semana o projeto do senador José Serra (PSDB-SP) que fixa o teto para o endividamento da União. Outras pautas como a adoção de governança para os fundos de pensão, proposta relatada pelo presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), também estará na agenda.
O líder tucano no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), afirmou que o País está paralisado e que as discussões no Congresso se voltam no momento para o processo de impeachment. Questionado sobre o fato de Renan estar privilegiando as pautas dos tucanos, ele disse que a legenda tem criado propostas no momento em que o governo não tem nenhuma iniciativa.
Um dos deputados petistas mais próximos de Lula, Paulo Pimenta (RS), reconheceu que, no primeiro momento, o embate pelo impeachment, tem levado Dilma, o ex-presidente e os parlamentares aliados a centrarem esforços para manter o governo. “Não tem ambiente para estabilizar a economia sem resolver a política.” Para o petista, o cenário político “atrapalha”, mas o ex-presidente no governo tem condições de restabelecer o diálogo com o setor produtivo a fim de restabelecer o consumo, ampliar a oferta de crédito e reverter o cenário de recessão econômica.
Fonte: Estadão

4 milhões de contribuintes já entregaram a declaração do IR

A Receita Federal recebeu 4.278.228 declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2016 até as 17h de hoje (21).
O número equivale a 15% das declarações previstas para este ano. O prazo de entrega começou em 1º de março e vai até 29 de abril.
O programa gerador da declaração para ser usado no computador pode ser baixado no site da Receita Federal. A Receita liberou um Perguntão elaborado para esclarecer dúvidas quanto a declaração referente ao exercício de 2016, ano-calendário de 2015.
O aplicativo do Imposto de Renda para dispositivos móveis (tablets e smartphones) na versão Android para a Google Play foi liberado na loja virtual da empresa. De acordo com a Receita, a versão iOS foi enviada para a Apple e aguarda liberação.
Quem perder o prazo de entrega estará sujeito a multa de 1% do imposto devido por mês de atraso ou de R$ 165,74, prevalecendo o maior valor. A multa máxima equivale a 20%.
Cerca de 28,5 milhões de contribuintes deverão enviar à Receita Federal a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física em 2016.
A estimativa é do supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir. O número representa crescimento de 2,1% em relação aos 27,9 milhões de documentos entregues no ano passado.
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 21 de março de 2016

Nunca declarei o carro e o imóvel no IR. Tem algum problema?

Dúvida do internauta: Comprei uma casa - que já está quitada - há mais de dez anos e nunca declarei no Imposto de Renda. Também comprei um carro há três anos e uma moto há nove anos e nunca declarei esses bens. Posso ter algum problema com a Receita Federal?
Resposta de Alan Martins*
Segundo a legislação do Imposto de Renda, todos esses bens deveriam ter sido informados na sua declaração. No entanto, essa mesma legislação permite que a falha possa ser corrigida caso você retifique as declarações anteriores.
Caso você não regularize as suas declarações para incluir os bens omitidos e a Receita Federal identifique essas omissões em algum procedimento de fiscalização, você está sujeito à imposição de multas por infração à legislação do imposto.
Portanto, você deverá incluir esses bens na declaração do Imposto de Renda 2016 e apresentar o quanto antes as declarações retificadoras relativas aos últimos cinco anos, já que não é permitido retificar declarações anteriores a esse período.
Em todas as declarações apresentadas esses bens serão informados na ficha “Bens e Direitos”. O imóvel será declarado com o código "12 – Casa", enquanto o carro e a moto serão informados sob o código "21 – Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.".
Para cada declaração que tem de ser retificada há um programa diferente disponível no site da Receita Federal. Após fazer o download desses programas e preencher as declarações, informando o número do recibo de entrega da declaração original em cada uma delas, você fará o envio das declarações pelo sistema de transmissão Receitanet.
Diferente do atraso na entrega da declaração, o envio de declarações retificadoras não está sujeito a nenhuma multa ou outra penalidade qualquer. 
*Alan Martins é mestre em direito pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Especialista em direito tributário, professor e coordenador da área fiscal do CERS Cursos Online. Instrutor da Escola Fazendária da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Fazesp). Docente em cursos de especialização e MBAs USP, INPG, ESD, UniFacef, Estácio/CERS e de outras instituições. Autor de livros para concursos e coordenador da área fiscal da Editora Juspodivm.
Fonte: Exame.com

Como declarar dívidas e empréstimos no Imposto de Renda 2016

Apesar de não serem tributados, os empréstimos devem ser informados na declaração do Imposto de Renda.
A Receita Federal avalia a variação do patrimônio do contribuinte a cada ano, comparando todos os pagamentos efetuados com os rendimentos obtidos. Como os pagamentos de parcelas de uma dívida provocam oscilações no patrimônio, eles devem ser informados na declaração para que o Fisco possa realizar essa análise.
Todos os empréstimos feitos em 2015 e que tenham valor superior a 5 mil reais, incluindo os contraídos e quitados integralmente no ano passado, devem ser declarados à Receita.
Empréstimos que não utilizam os bens adquiridos como garantia - como os feitos entre pessoas físicas, o crédito consignado, crédito pessoal ou cheque especial - devem ser informados na ficha "Dívidas e Ônus Reais" da declaração.
Já os financiamentos de imóveis e de veículos, nos quais o bem que está sendo comprado costuma ser oferecido como garantia do pagamento da dívida ao banco, devem ser incluídos na ficha "Bens e Direitos". 
Como declarar empréstimos que não têm bens como garantia
Todos os empréstimos que não forem feitos por alienação fiduciária (quando o bem é dado como garantia, como no financiamento de carros e imóveis) devem ser informados na ficha "Dívidas e Ônus Reais", com o código específico do credor.
Todos os empréstimos concedidos por bancos devem ser informados com o código "11 – Estabelecimento bancário comercial". Já empréstimos concedidos por cooperativas de crédito devem ser classificados com código "12 - Sociedade de crédito, financiamento e investimento". 
Empréstimos concedidos por empresas, com exceção de bancos e sociedades de crédito, devem ser incluídos na ficha com o código "13 - Outras pessoas jurídicas". O código "15 - Empréstimos contraídos no exterior" deve ser usado para declarar empréstimos concedidos por pessoas físicas ou jurídicas localizadas no exterior.
Após escolher o código correspondente ao tipo de empréstimo, o contribuinte deve inserir o valor do saldo devedor, que é o valor total do empréstimo menos as parcelas já pagas até aquela data, no campo “Situação em 31/12/2015”. A cada ano, o saldo devedor deve ser atualizado, subtraindo-se as parcelas pagas ao longo do ano.
No campo “Discriminação”, é necessário informar o valor do empréstimo; o destino dos recursos (reforma da casa, por exemplo); a forma de pagamento, adicionando o número de parcelas e valores; a natureza da dívida (crédito consignado, por exemplo); e os dados do credor, com nome e número do CPF ou CNPJ.
O contribuinte deve incluir o motivo do empréstimo na declaração porque a Receita pode investigar como ele adquiriu determinado bem sem ter os recursos necessários para realizar a compra. Ou seja, se o contribuinte não incluir esse dado na declaração, ele corre o risco de cair na malha fina
Por exemplo, alguém que tenha contraído um crédito consignado em 2015 para a compra de móveis no valor de 6 mil reais em 10 parcelas de 680 reais (um total de 6.800 reais com juros) , e tenha quitado oito parcelas (5.440 reais) até 31/12/2015, deverá informar, no campo "Discriminação", algo como: "Empréstimo consignado de 6 mil reais para a aquisição de móveis, concedido pelo banco "X" (CNPJ: xxxxxx) e dividido em 10 parcelas de 680 reais".
Neste caso, o campo "Situação em 31/12/2014" deve ficar em branco, uma vez que o empréstimo foi feito em 2015. Já o campo "Situação em 31/12/2015" deve incluir o saldo devedor, que é quanto resta pagar. No exemplo, o valor a ser inserido seria 1.360 reais (o valor total de 6.800 reais menos 5.440 reais já pagos).
Como declarar empréstimos com bens como garantia, como financiamento de carros e imóveis
Na maioria dos casos, o financiamento de um imóvel ou de um carro usa o bem comprado como garantia por meio da alienação fiduciária. Por isso, em quase todos os casos a transação deverá ser declarada na ficha de "Bens e Direitos". 
Veja detalhes sobre como declarar financiamentos no Imposto de Renda.
Em alguns casos, o comprador pode tomar um empréstimo sem dar o bem como garantia ao utilizar o crédito consignado, por exemplo, para comprar um carro. Transações feitas entre pessoas físicas também não costumam usar o bem como garantia. Em ambas as situações, o empréstimo deve ser declarado na ficha "Dívidas e Ônus Reais".
Veja como declarar a compra de um carro e a compra de um imóvel
Empréstimo entre familiares, amigos e conhecidos
Os empréstimos feitos entre pessoas físicas também devem ser declarados, contanto que sejam superiores a 5 mil reais.
Esse tipo de empréstimo deve ser declarado praticamente da mesma forma que o concedido pelo banco: na ficha "Dívidas e Ônus Reais", mas com o código "14 – Pessoas físicas". Além disso, em vez de informar o CNPJ do banco, é preciso informar o CPF da pessoa que concedeu o empréstimo.
Quem emprestou o dinheiro também deve informar a transação ao Fisco. A declaração é feita na ficha "Bens e Direitos", com o código "51- Crédito decorrente de empréstimo", com o valor, nome e CPF de quem recebeu o empréstimo; e a forma de pagamento, se à vista ou em parcelas, informando as quantias.
Saldo negativo em conta corrente
Os saldos negativos em conta corrente também devem ser declarados como dívidas se forem superiores a 5 mil reais.
Esses valores também devem ser informados na ficha "Dívidas e Ônus Reais", mas na linha "11 - Estabelecimento bancário comercial".
Financiamento estudantil
O pagamento de financiamentos estudantis é declarado na ficha "Dívidas e Ônus Reais" com o código que corresponde ao tipo de credor que forneceu o crédito.
O valor pago à instituição de ensino, ainda que com recursos do financiamento, pode ser deduzido como despesa com educação no ano do pagamento das parcelas. Já o pagamento do empréstimo ao banco que forneceu o crédito não pode ser deduzido (veja quais gastos com educação são dedutíveis do Imposto de Renda) .
Ou seja, o contribuinte pode deduzir os gastos com educação da base de cálculo do imposto enquanto estiver de fato estudando e as mensalidades estiverem sendo pagas. Se depois de se formar ele continuar pagando as prestações do empréstimo, como ocorre no Fies, esses valores não poderão ser deduzidos da declaração. 
Para deduzir esses gastos com educação, os valores devem ser informados na ficha “Pagamentos Efetuados”, com o código "1 – Instrução no Brasil".
Fonte: Exame.com