quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Festival de Férias do CRCCE Jovem teve cinco palestras

O
Seminário de Férias Work and Play foi aberto, no dia 12 de dezembro, na
sede do Conselho Regional de Contabilidade, com mais de trezentos
profissionais e estudantes inscritos e uma extensa programação. O
Seminário realizado pelo CRCCE Jovem já entrou para o calendário de
eventos do CRCCE. Até o fim do dia, cinco palestrantes passarão pelo
auditório, trazendo novos conceitos e novas práticas da atividade
contábil.
O coordenador da Comissão, Lucas Gurgel, deu boas-vindas aos participantes e apresentou a programação. “Tem muita gente boa e muitos temas novos passando por aqui”, afirmou. Gurgel anunciou que, em 2016, o Festival de Férias também será realizado em outras cidades. “Vamos levar este modelo (de treinamento) para o desenvolvimento profissional do interior”, afirmou.
O Seminário foi aberto oficialmente pela presidente do CRCCE, Clara Germana Rocha, que destacou a importância do CRCCE Jovem e a capacidade de ação dos membros da Comissão. “Estamos com o CRCCE Jovem no Vapt Vupt de Messejana e no Caminhão da SDE (Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Fortaleza), levando voluntariamente orientação sobre o Simple e o MEI”, reconheceu.
A primeira palestra foi do consultor de empresas Lucas Castro, da Gomes de Matos. Ele falou sobre Marketing Pessoal para uma plateia formada, em sua maioria, por profissionais em início de carreira, e que precisam se posicionar no mercado. “O nosso produto somos nós mesmos”, afirmou Castro. “Somos serviço, e serviço é incomensurável. Por isso precisamos do Marketing, para saber como entregar o produto”, alertou.
A programação continuou com as palestras Bloco K (Anderson Oliveira, da ACSBrasil Contabilidade) e Marketing Contábil (Lidianny Santiago, do Grupo Fortes). À tarde, foi realizada uma palestra motivacional, intitulada Ser Contagiante (Wladson Sidney, da Nexow Marketing), seguida de eSocial (Gilson Castro, da Gestão Contábil).
O coordenador da Comissão, Lucas Gurgel, deu boas-vindas aos participantes e apresentou a programação. “Tem muita gente boa e muitos temas novos passando por aqui”, afirmou. Gurgel anunciou que, em 2016, o Festival de Férias também será realizado em outras cidades. “Vamos levar este modelo (de treinamento) para o desenvolvimento profissional do interior”, afirmou.
O Seminário foi aberto oficialmente pela presidente do CRCCE, Clara Germana Rocha, que destacou a importância do CRCCE Jovem e a capacidade de ação dos membros da Comissão. “Estamos com o CRCCE Jovem no Vapt Vupt de Messejana e no Caminhão da SDE (Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Fortaleza), levando voluntariamente orientação sobre o Simple e o MEI”, reconheceu.
A primeira palestra foi do consultor de empresas Lucas Castro, da Gomes de Matos. Ele falou sobre Marketing Pessoal para uma plateia formada, em sua maioria, por profissionais em início de carreira, e que precisam se posicionar no mercado. “O nosso produto somos nós mesmos”, afirmou Castro. “Somos serviço, e serviço é incomensurável. Por isso precisamos do Marketing, para saber como entregar o produto”, alertou.
A programação continuou com as palestras Bloco K (Anderson Oliveira, da ACSBrasil Contabilidade) e Marketing Contábil (Lidianny Santiago, do Grupo Fortes). À tarde, foi realizada uma palestra motivacional, intitulada Ser Contagiante (Wladson Sidney, da Nexow Marketing), seguida de eSocial (Gilson Castro, da Gestão Contábil).
CRCCE amplia capacitação profissional para colaboradores

O Conselho Regional de Contabilidade ampliou os cursos de qualificação
profissional, visando ao desenvolvimento profissional de seus
funcionários e à consequente melhoria do atendimento prestado à classe
contábil. Este ano (2015), o departamento de Desenvolvimento
Profissional (Desprof) realizou quatro eventos voltados para o público
interno, três a mais que no ano passado. Os cursos foram ofertados nas
áreas de liderança, organização e produtividade, gestão de contratos e
líder coach.
A presidente do CRCCE, Clara Germana Rocha, afirma que investir na qualificação profissional dos funcionários foi uma das metas estipuladas para 2015. “Ano passado, tivemos apenas um treinamento, e, para esse ano, a meta era melhorar esse quadro”, afirma. “Um ponto importante é que todos foram ministrados na sede do Conselho”, conclui a presidente.
De acordo o superintendente do CRCCE, Alysson Arruda, a escolha dos cursos faz parte do planejamento para melhor capacitar toda a equipe, facilitando assim o bom desempenho de suas atividades. A conquista dos colaboradores do CRCCE, este ano, foi o aumento de 40% no valor do vale mensal de alimentação, que passou de R$ 423,26 para R$ 600,00.
A presidente do CRCCE, Clara Germana Rocha, afirma que investir na qualificação profissional dos funcionários foi uma das metas estipuladas para 2015. “Ano passado, tivemos apenas um treinamento, e, para esse ano, a meta era melhorar esse quadro”, afirma. “Um ponto importante é que todos foram ministrados na sede do Conselho”, conclui a presidente.
De acordo o superintendente do CRCCE, Alysson Arruda, a escolha dos cursos faz parte do planejamento para melhor capacitar toda a equipe, facilitando assim o bom desempenho de suas atividades. A conquista dos colaboradores do CRCCE, este ano, foi o aumento de 40% no valor do vale mensal de alimentação, que passou de R$ 423,26 para R$ 600,00.
Clara Germana se despede da gestão com homenagens e prestação de contas: “Fiz o que podia ser feito”

“Saio
feliz e realizada, fiz o que podia ser feito”, afirmou a presidente do
Conselho Regional de Contabilidade, Clara Germana Rocha, no discurso de
despedida que fez, no dia 16 de dezembro, durante a última sessão
plenária da gestão 2014/2015. O discurso teve um tom de agradecimento e
de prestação de contas. “Ficam as ações e as realizações que, espero,
possam ter dignificado a imagem desta casa e engrandecido o nome de
todos aqueles que pertenceram e pertencem, dedicaram-se e se dedicam a
esta entidade”, afirmou.
Entre os agradecimentos, a presidente se dirigiu especialmente aos conselheiros do CRCCE. “Pelo empenho e trabalho, pela parceria e dedicação, o meu muitíssimo obrigado e meu respeito”. E estendeu a gratidão “aos funcionários e colaboradores que fazem, efetivamente, o CRCCE funcionar”. Um vídeo homenagem foi exibido em reconhecimento ao “trabalho em equipe” e enaltecendo valores “que marcaram o ano de trabalho”, como ação, união, solidariedade, parceria e reconhecimento.
A presidente homenageou todos os conselheiros que encerram seus mandatos ao final do ano, conferindo-lhes um diploma. Lourival Cavalcante (vice-presidente de Administração), Adalberto Ferreira (vice-presidente de Controle Interno), Maciel Neto (vice-presidente de Fiscalização), Amaury dos Santos e Ortulina Sales, presentes à sessão, receberam os certificados. Também fazem jus Francisco Coutinho, Orlando Pereira, Ana Cristina Borges, Carlos Augusto Vasconcelos, Liliane Maria Ramalho, Marcus Vinícius Saraiva e Cláurea Andrea.
Durante a sessão, foi apresentado o calendário de eventos de 2016. O principal evento será o 20º Congresso Brasileiro de Contabilidade, que será realizado de 11 a 14 de setembro, em Fortaleza. O calendário prevê ainda as primeiras reuniões das Câmaras para os dias 11 e 12 de janeiro, incluindo a nova Câmara Técnica; e a primeira reunião plenária para o dia 13.
Entre os agradecimentos, a presidente se dirigiu especialmente aos conselheiros do CRCCE. “Pelo empenho e trabalho, pela parceria e dedicação, o meu muitíssimo obrigado e meu respeito”. E estendeu a gratidão “aos funcionários e colaboradores que fazem, efetivamente, o CRCCE funcionar”. Um vídeo homenagem foi exibido em reconhecimento ao “trabalho em equipe” e enaltecendo valores “que marcaram o ano de trabalho”, como ação, união, solidariedade, parceria e reconhecimento.
A presidente homenageou todos os conselheiros que encerram seus mandatos ao final do ano, conferindo-lhes um diploma. Lourival Cavalcante (vice-presidente de Administração), Adalberto Ferreira (vice-presidente de Controle Interno), Maciel Neto (vice-presidente de Fiscalização), Amaury dos Santos e Ortulina Sales, presentes à sessão, receberam os certificados. Também fazem jus Francisco Coutinho, Orlando Pereira, Ana Cristina Borges, Carlos Augusto Vasconcelos, Liliane Maria Ramalho, Marcus Vinícius Saraiva e Cláurea Andrea.
Durante a sessão, foi apresentado o calendário de eventos de 2016. O principal evento será o 20º Congresso Brasileiro de Contabilidade, que será realizado de 11 a 14 de setembro, em Fortaleza. O calendário prevê ainda as primeiras reuniões das Câmaras para os dias 11 e 12 de janeiro, incluindo a nova Câmara Técnica; e a primeira reunião plenária para o dia 13.
ALF/Porto de Itajaí apreende dois contêineres com 40 toneladas de produtos falsificados
Em
procedimento de Análise de Risco Aduaneiro realizado pela Alfândega da
Receita Federal no Porto de Itajaí/SC, foram identificadas novas cargas
que estariam chegando ao País com indícios de irregularidades. Após o
acompanhamento das cargas realizado antes do desembarque foi efetuada
abordagem pela Equipe da Seção de Vigilância e Repressão (Savig) da
Alfândega de Itajaí no Terminal de Navegantes, que resultou na retenção
das mercadorias para posterior conferência física dos volumes e
lavratura do auto de infração para aplicação da pena de perdimento aos
bens.
Nos volumes foi constatada a
existência de grande quantidade de óculos de sol, roupas, materiais
esportivos, relógios entre outros, grande parte com identificação de
marcas internacionais e nacionais conhecidas. Os produtos apreendidos
vieram da China e seu valor estimado é superior a 15 milhões de reais.
Após os trâmites processuais as mercadorias serão encaminhadas para
destruição.
Somente nos últimos dez dias, foram
retidos pela ALF/Porto de Itajaí três contêineres com mais de 60
toneladas de mercadorias contrafeitas, com valor estimado superior a 25
milhões de reais.
Receita anuncia amanhã (23/12) o resultado da arrecadação de novembro
O
Chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, Claudemir
Malaquias, anuncia nesta quarta-feira (23/12), às 15 horas, o resultado
da arrecadação de tributos federais e contribuições previdenciárias do
mês de novembro.
A apresentação será na sala 719 do edifício-sede do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios bloco P.
O material da arrecadação será entregue às 14h30. O acesso à sala será autorizado apenas a partir das 14 horas.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
5 dicas para otimizar o provisionamento de gastos em 2016
As despesas provisionadas são uma parte importante da contabilidade.
Despesas que são contraídas, mas ainda não foram registradas ao final
de um determinado período contábil, precisam ser tratadas como despesas
provisionadas, de acordo com o regime de competência contábil.
A ação de provisionar consiste em identificar valores a serem
desembolsados no futuro e informá-los ao controle financeiro interno da
empresa. Esses lançamentos podem ser realizados pela área financeira
quando, normalmente, referem-se a lançamentos de despesas periódicas, ou
pela área comercial, quando são gerados dos pedidos de compras
realizados pelo comprador.
A melhor maneira de executar essa tarefa é sem dúvida alguma
utilizando um software integrado de gestão (ERP). Esse software permite o
lançamento prévio dos pagamentos estimados, atualizando automaticamente
o financeiro e o fluxo de caixa, até que seja formalizado o compromisso
através do pagamento do título.
Veja a seguir cinco dicas para otimizar o provisionamento de gastos
de sua empresa em 2016 utilizando um sistema ERP. Vamos imaginar, por
exemplo, a rotina do departamento financeiro, em que uma de suas
responsabilidades é o lançamento diário, no sistema, de todas as
despesas provisionadas que não tiveram origem em uma compra, como contas
de água, aluguel, tarifas bancárias etc:
1- Uma vez que essas despesas são mensais e variam pouco, elas devem
ser lançadas como provisão de gastos futuros, considerando um valor
aproximado, baseado nos mesmos meses do ano anterior;
2-As provisões eventuais, frutos de negociações de compras, são
alimentadas automaticamente no sistema de acordo com os pedidos de
compra que são confirmados pelos compradores. Assim, basta lançar as
demais provisões, ou seja, as que são periódicas;
3- À medida que esses dados são registrados no sistema, tornando-se
visíveis e de fácil acesso, os gastos estimados já podem ser
considerados nas análises da disponibilidade financeira da empresa. Por
meio do sistema, o responsável pelo departamento financeiro acompanha em
uma tela a saúde financeira da empresa, verificando as contas a
receber, a pagar, pagas, recebidas e provisões, facilitando a
visualização para tomada de decisão;
4-A visualização de todos os lançamentos financeiros provisionados no
sistema é necessária para um controle das contas a pagar, conhecendo
assim, previamente, todos os compromissos a serem liquidados. Esse
controle é muito importante para obter informações necessárias à tomada
de decisões sobre os compromissos assumidos pela empresa, garantindo
assim o cumprimento de todas as suas obrigações;
5-Quando a conta chega à empresa com seu referido título, seu valor
real é conhecido, momento em que ela deixa de ser uma provisão e passa a
ser efetivamente uma conta a pagar.
*Fábio Túlio Felippe é diretor
presidente da Jiva Gestão Empresarial, especializada em soluções de
gestão empresarial para pequenas empresas e que atua no modelo de
franquias.
Compromisso com ajuste fiscal está mantido, diz novo ministro a investidores
O novo
ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse hoje (21) a investidores
estrangeiros que o governo continua comprometido com o ajuste fiscal e
que fará o que for necessário para cumprir a meta de superávit primário
de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços
produzidos no país) em 2016. O superávit primário é a poupança que o
governo faz para o pagamento dos juros da dívida.
O objetivo de Barbosa é tranquilizar o mercado financeiro e mostrar o empenho do governo nos ajustes da economia após ser escolhido para substituir Joaquim Levy no Ministério da Fazenda. Levy defendia uma meta maior que 0,7%. A conversa de Barbosa com o mercado financeiro foi por meio de uma teleconferência conduzida pelo banco J.P. Morgan.
O objetivo de Barbosa é tranquilizar o mercado financeiro e mostrar o empenho do governo nos ajustes da economia após ser escolhido para substituir Joaquim Levy no Ministério da Fazenda. Levy defendia uma meta maior que 0,7%. A conversa de Barbosa com o mercado financeiro foi por meio de uma teleconferência conduzida pelo banco J.P. Morgan.
“Acertamos com o Congresso Nacional a redução da meta de 0,7% para
0,5% do PIB, com uma margem para investimentos, mas a decisão terminou
não sendo essa. Mesmo assim, vamos perseguir esse objetivo [0,5% do PIB]
e fazer os ajustes”, informou Barbosa. Ele disse também que espera a
aprovação da nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF), destinada a custear o déficit da Previdência Social, mas
informou aos investidores que, caso a aprovação demore no Congresso
Nacional, terá que encontrar alternativas.
Barbosa enfatizou também para os investidores que não há mudanças na
política econômica e que, além do objetivo de continuar fazendo o ajuste
fiscal, existe a redução da inflação. O Conselho Monetário Nacional
(CMN) definiu como meta 4,5% para 2016 e 2017, sendo que o limite de
tolerância é de 2 pontos percentuais no ano que vem e 1,5 ponto em 2017.
Segundo o boletim Focus divulgado hoje pelo Banco Central, o
mercado financeiro estima, no entanto, a inflação medida pelo Índice de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 6,87%.
O ministro voltou a falar na reforma da Previdência Social como forma
de torná-la mais sustentável para o governo ao longo dos anos e
ressaltou que essa é uma das preocupações que vêm sendo discutidas. De
acordo com Barbosa, os técnicos têm trabalhado para encontrar uma saída
nesse sentido. Ele citou a recém-criada fórmula 85/95 progressiva, já
em vigor, e a necessidade de se discutir a fixação de uma idade mínima
para as aposentadorias. De acordo com Barbosa, a expectativa do governo é
mandar a proposta, ainda em 2016, ao Congresso Nacional.
Na fórmula 85/95, o trabalhador pode se aposentar, com 100% do
benefício, quando a soma da idade e tempo de contribuição for 85, no
caso das mulheres, e 95, no caso dos homens. A partir de dezembro de
2018, essa fórmula sofrerá o acréscimo de 1 ponto a cada dois anos. A
lei limita esse escalonamento até 31 de dezembro de 2026, quando a soma
para as mulheres passará a ser de 90 pontos, e para os homens, de 100
pontos. O tempo mínimo de contribuição permanece de 30 anos para as
mulheres e de 35 anos para os homens. Existe também a regra que permite a
aposentadoria antes dos 60 anos (mulheres) e dos 65 anos (homens), mas
sujeita ao fator previdenciário.
Como falava com investidores, o ministro fez questão de ressaltar que
o Brasil continua sendo uma grande oportunidade. Questionado sobre a
desindexação da economia, Barbosa destacou que, agora, o objetivo é
combater e controlar a inflação e só depois tomar medidas nesse sentido.
Antes de conversar com os investidores, o novo ministro reuniu-se com o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em Brasília, em evento fechado à imprensa.
Antes de conversar com os investidores, o novo ministro reuniu-se com o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em Brasília, em evento fechado à imprensa.
A posse de Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda está prevista para
as 17h. Na última sexta-feira (18), substituiu Joaquim Levy por Barbosa
no comando da Fazenda. Barbosa era ministro do Planejamento. Para o
lugar de Barbosa, a presidenta Dilma Rousseff nomeou o ministro da
Controladoria-Geral da União (CGU), Valdir Simão.
Fonte: Agência Brasil
Governo estuda mudar idade mínima para aposentadoria
Em seu
primeiro contato com os investidores para minimizar a desconfiança após
ser nomeado ministro da Fazenda, Nelson Barbosa reafirmou o compromisso
do governo com a meta fiscal de 2016 e disse que "os recursos que
ficarem faltando serão compensados com outras medidas". Os investidores
questionaram o ministro sobre a inflação e a situação fiscal do País. O
ministro reafirmou a necessidade de um ajuste fiscal e frisou que o
Banco Central está atuando para controlar a inflação e que o governo
está buscando medidas com pouco impacto inflacionário. "Estamos focados
na redução da inflação", disse.
Barbosa lembrou que o governo enviou ao Congresso uma proposta de
meta para 2016 com a possibilidade de abatimento, mas o Congresso não
aprovou a medida. Mesmo assim, o ministro reiterou o compromisso. "Vamos
perseguir a meta fiscal do próximo ano", disse durante a
teleconferência organizada pelo J.P. Morgan.
O ministro destacou o esforço do governo em reduzir as despesas e
priorizou as obrigatórias. Entre elas, citou a reforma da Previdência
Social como uma das prioridades e a reforma tributária como outra.
"Esperamos consolidar e terminar a proposta no início de 2016", afirmou.
Para o novo ministro, essa mudança é essencial para o equilíbrio das
contas públicas.
Ele informou que está em estudo a criação de uma idade mínima para a aposentadoria.
Durante teleconferência com investidores promovida pelo J.P. Morgan, o
ministro disse que a intenção é criar um mecanismo que se adapte às
mudanças demográficas da população. O fator 85/95 móvel, simulando uma
movimentação na idade mínima, é uma possibilidade para a questão
previdenciária, afirmou ele. Outra possibilidade seria uma idade mínima
que se ajustaria periodicamente "de acordo com as mudanças na
demografia".
Esperançoso com os projetos de infraestrutura e questionado por
investidores sobre o mercado para investimentos no Brasil, Barbosa disse
que o Brasil está "pronto para colocar muitos projetos de
infraestrutura". "O Brasil continua sendo um país com várias
oportunidades para investimento", afirmou. A intenção do ministro é
atrair investimentos não só nacionais como também os estrangeiros.
Para ele, o objetivo inicial deve ser o de estabilizar o investimento
para, posteriormente, aumentá-lo. O ministro citou quatro estudos de
aeroportos que serão concedidos à iniciativa privada: Fortaleza,
Florianópolis, Porto Alegre e Salvador. "Estamos revisando nossas regras
de telecomunicações e melhorando o marco regulatório", afirmou.
Questionado sobre o câmbio elevado, o ministro afirmou que o Brasil
não possui meta para taxa de câmbio. "Temos alguns mecanismos como os
leilões de swap para evitar o excesso de volatilidade", frisou. O novo
dirigente da Fazenda disse ainda que o Banco Central continua operando
com autonomia para convergência da inflação à meta. Otimista em meio à
crise, Barbosa afirmou que o governo vai estabilizar a dívida pública e o
superávit primário será o necessário para isso.
Lembrou que o governo manterá os programas sociais e os classificou
como importantes. "Criamos nova linha do Minha Casa Minha Vida reduzindo
os custos fiscais do programa", disse. "Estamos fazendo programas
sociais compatíveis com a situação fiscal", frisou.
Para o ministro, as reservas do País não têm de ser usadas para financiar investimentos e sim em caso de choques.
Com um discurso semelhante ao de sexta-feira e à fala em entrevista
exclusiva ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência
Estado, no sábado, Barbosa ressaltou que está trabalhando para melhorar a
situação da economia e destacou que o governo está focado em criar
condições para aumentar o investimento. "Há muita oportunidade no
Brasil, principalmente com a taxa de câmbio atual", disse.
Otimista, o ministro aparentou confiança de que o Congresso Nacional
irá ajudar a equipe econômica e o Brasil. "Somos capazes de aprovar as
reformas no Congresso", disse. Questionado sobre as dificuldades que o
governo enfrentou, Barbosa reiterou que "muitas coisas foram feitas no
ano corrente".
O ministro lembrou ainda que o governo fez um grande
contingenciamento nas despesas em 2015, mas que o corte não foi
suficiente para que a meta desse ano fosse cumprida conforme os planos
originais.
Sobre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
o ministro afirmou que a instituição tem suas próprias fontes de
receita e que o governo mudou as condições de financiamento de
infraestrutura do Banco.
Em uma rápida fala sobre a Petrobras, o ministro afirmou que a empresa está trabalhando de forma autônoma.
Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO
Mercado eleva projeção de juros e inflação para 2016
A projeção
de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), neste ano, subiu pela 14ª semana
seguida, ao passar de 10,61% para 10,70%. Para 2016, a estimativa para o
IPCA subiu pela terceira vez consecutiva, com o ajuste de 6,80% para
6,87%. As estimativas foram divulgadas hoje (21/12), e estão no Boletim
Focus do Banco Central (BC), uma publicação semanal, feita a partir de
consultas a instituições financeiras.
As duas projeções estão acima do limite superior da meta, que é 6,5%.
O centro da meta é 4,5%. O Banco Central estima que a inflação só deve
atingir o centro da meta em 2017. O principal instrumento usado pelo BC
para controlar alta dos preços é a taxa básica de juros, a Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a Selic, elevou a taxa por sete vezes consecutivas. Nas reuniões do comitê em setembro, outubro e novembro, o Copom optou por manter a Selic em 14,25% ao ano.
A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
LEVANTAMENTO
A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo
Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), que passou de
10,99% para 10,82%, este ano, e de 6,14% para 6,11%, para 2016. Para o
Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa foi ajustada de
10,81% para 10,72%, em 2015, e foi mantida em 6,48%, no próximo ano. A
estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto
de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) permaneceu em 10,85%, este ano, e
subiu de 5,27% para 5,81%.
A projeção para a alta dos preços administrados foi mantida em 18%, este ano, e em 7,50%, em 2016.
PIB
A inflação alta vem acompanhada de encolhimento da economia tanto
neste ano quanto em 2016. A projeção para a queda do Produto Interno
Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou
de 3,62% para 3,70% este ano, no quinto ajuste seguido. Para 2016, a
estimativa de queda foi alterada pela 11ª vez consecutiva, ao passar de
2,67% para 2,80%.
A projeção para a cotação do dólar continua em R$ 3,90, ao final deste ano, e em R$ 4,20, no fim de 2016.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL
Empresas brasileiras terão crise de fluxo de caixa em 2016
A agência
de classificação de risco Fitch prevê que as empresas brasileiras
enfrentarão uma crise de fluxo de caixa operacional em 2016.
Em relatório, a agência avalia que as quedas nas receitas, combinadas
com maiores custos financeiros e operacionais, levarão a um profundo
encolhimento do fluxo de caixa de operações. A crise política deve
contribuir para esse cenário.
"Como resultado, a Fitch Ratings não prevê melhoria significativa em
2016. A liquidez, que tem sido um destaque dos emissores brasileiros,
está se deteriorando e elevará o risco de refinanciamento", observa a
agência.
Os rebaixamentos de rating no próximo ano devem superar as elevações na proporção de 10 para 1, de acordo com a Fitch.
Fonte: Estadão
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Reduzida temporariamente a alíquota do Imposto de Importação Resolução CAMEX 122/2015
RESOLUÇÃO 122 CAMEX, DE 17-12-2015
(DO-U DE 18-12-2015)
IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO – Alíquotas Ad Valorem
Reduzida temporariamente a alíquota do Imposto de Importação
O
PRESIDENTE DO CONSELHO DE MINISTROS DA CÂMARA DE COMÉRCIO EXTERIOR -
CAMEX, no uso da atribuição que lhe confere o § 3º do art. 5º do Decreto
nº 4.732, de 10 de junho de 2003, e com fundamento no inciso XIV do
art. 2º do mesmo diploma legal,
Considerando
o disposto na Diretriz no 36/15 da Comissão de Comércio do MERCOSUL -
CCM e na Resolução nº 08/08 do Grupo Mercado Comum do MERCOSUL - GMC,
sobre ações pontuais no âmbito tarifário por razões de abastecimento,
resolve, ad referendum do Conselho:
Art.
1o Alterar para 2% (dois por cento), por um período de 12 (doze) meses e
conforme quota discriminada, a alíquota ad valorem do Imposto de
Importação da mercadoria classificada no código da NCM a seguir:
|
NCM
|
Descrição
|
Quota
|
|
2835.26.00
|
-- Outros fosfatos de cálcio
|
25.000 toneladas
|
|
Ex 001 - Fosfatos monocálcicos
| ||
| |
com teor de fósforo inferior ou
| |
| |
igual a 22%
| |
Art.
2o A alíquota correspondente ao código 2835.26.00 da NCM, constante do
Anexo I da Resolução no 94, de 2011, será assinalada com o sinal gráfico
"**", enquanto vigorar a referida redução tarifária.
Art.
3o A Secretaria de Comércio Exterior - SECEX do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC editará norma
complementar, visando estabelecer os critérios de alocação da quota
mencionada.
Art. 4o Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
ARMANDO MONTEIRO
Sefaz apresenta tributação do e-commerce para transportadoras
Com as
novas regras, empresas de outras unidades federativas podem se inscrever
no Cadastro de Contribuintes do Estado de Alagoas (Caceal) para que no
mês subsequente recolha os valores de ICMS
referentes às compras realizadas pelos cidadãos, conforme a Instrução
Normativa GSEF nº 35 publicada no Diário Oficial do dia 17 de novembro
deste ano. A empresa que não se inscrever deverá recolher o ICMS a cada operação realizada e destinada a Alagoas.
Para Luiz Augusto Torres, gerente de Fiscalização de Fronteiras da
Sefaz, é necessário travar um diálogo com as transportadoras, porque
elas têm papel importante em todo o processo de entrega do produto.
“Temos que manter esse diálogo com as transportadoras para firmar
parceria, uma vez que elas nos auxiliam na verificação da documentação
na origem e analisam se as guias estão pagas ou não”, disse Luiz Augusto
Torres.
No ato da inscrição, o contribuinte do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)
deve estar cadastrado em seu estado de forma regular há, no mínimo,
dois anos, a contar do dia em que for solicitada a inscrição, além de
ser usuário de Nota Fiscal
Eletrônica (NF-e), de Escrituração Fiscal Digital (EFD) e possuir média
aritmética da quantidade de notas fiscais superior a 100. Os pedidos de
inscrição podem ser realizados pelo site da Sefaz.
As mudanças, definidas pela Emenda Constitucional 87, irão permitir a arrecadação do diferencial de ICMS
de todas as compras realizadas pela internet pelos não contribuintes
alagoanos. Antes, todo o tributo ficava no estado de origem dos produtos
comercializados e, a partir de 2016, esse valor será dividido entre a
federação de origem e a de destino, o que vai possibilitar, nos próximos
quatro anos, o aumento da receita estadual.
Participaram da audiência os representantes da Gerência de Mercadoria
e Trânsito (GMT), Hélder Ramos, Luiz Augusto Torres e Ascânio José
Casado Breda; Leopoldino Melo, fiscal de tributos da Sefaz, além de
João Garcia, representante das transportadoras.
Niel Antonio
Fonte: AGÊNCIA ALAGOAS
Optantes pelo Simples Nacional na área de construção civil obrigadas a declarar a CPRB por meio da DCTF
A partir da competência 12/2015, as ME e as EPP enquadradas no Simples Nacional
na área da construção civil que estiverem sujeitas ao pagamento da
Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), nos termos dos
arts. 7º a 9º da Lei nº 12.546, de 14 de dezembro de 2011, estarão
obrigadas à apresentação da Declaração de Débitos e Créditos Tributários
Federais - DCTF para a prestação de informações referentes a esta contribuição, uma vez que o PGDAS-D deixará de ser utilizado para essa finalidade.
Para o preenchimento da DCTF deverão ser observadas as orientações constantes da IN RFB nº 1.599, de 11 de dezembro de 2015.
Para períodos de apuração (PA) até a competência 11/2015, a CPRB continua sendo declarada por meio do PGDAS-D para as empresas optantes pelo Simples Nacional da área da construção civil sujeitas a essa contribuição.
As empresas optantes pelo Simples Nacional
com receitas tributadas com base nos Anexos I a III, V e VI da Lei
Complementar nº 123, de 2006, não estão sujeitas à CPRB, tendo em vista
que a Contribuição Previdenciária Patronal é recolhida por meio do PGDAS-D.
SECRETARIA-EXECUTIVA DO COMITÊ GESTOR DO SIMPLES NACIONAL
Fonte: RFB - Simples Nacional
Um 2016 cheio de novidades tributárias
O
empresário precisa ficar atento às mudanças fiscais e tributárias que
passarão a valer com a chegada de 2016. Algumas delas são previstas já
para 1° de janeiro, a exemplo da alteração no leiaute das notas fiscais
originadas na nova sistemática de apuração do ICMS interestadual.
Para o próximo ano também são previstas novas obrigações acessórias
trazidas pelo temido eSocial. São adequações que exigirão grandes
reestruturações na rotina das empresas.
Boa parte das novidades fiscais e tributárias previstas para 2016 tem
como objetivo ampliar as armas do fisco para monitorar irregularidades
eventualmente cometidas pelos contribuintes. Algumas são polêmicas, pois
duplicam obrigações acessórias, desnudam as empresas e transferem aos
contribuintes procedimentos que deveriam ser de responsabilidade da
Receita Federal.
Mas a realidade é que as regras já foram, em sua maioria, postas à
mesa - e o descumprimento pode acarretar pesadas multas às empresas.
Abaixo, o Diário do Comércio traz algumas das mudanças fiscais e tributárias previstas para entrarem em vigor em 2016.
A partir de primeiro de janeiro de 2016 todas as empresas que vende
para o consumidor final de outros estados terão de se adequar ànova sistemática do ICMS. Na prática, terão de cumprir novas obrigações acessórias, que começam pela readequação dos modelos de Nota Fiscal eletrônica (NF-e), Nota Fiscal de Consumidor eletrônica (NFC-e) e do Sistema Autenticador de Cupom Fiscal eletrônico (SAT).
O leiaute desses documentos fiscais terá de ser alterado para incluir novos campos. Com a mudança na sistemática do ICMS, quem vende para consumidor final de outro estado passará a ser obrigado a informar na nota o ICMS devido considerando as alíquotas do estado de destino, interestadual e do estado de origem.
Entre outras mudanças, também será necessário um novo campo nos
documentos fiscais para inserção de um código numérico, o Código
Especificador da Substituição Tributária (Cest). Essa exigência ficou para abril de 2016.
Detalhes da mudança do leiaute das notas fiscais constam da Nota Técnica (NT) 003/2015.
As novas exigências serão promovidas para tentar amenizar o problema da guerra fiscal entre os estados.
Pela nova sistemática de apuração, o ICMS da origem será calculado multiplicando a base de cálculo do imposto pela alíquota interestadual. Já o ICMS do destino será calculado multiplicando a base de cálculo do imposto pela alíquota interna do estado de destino. Ao resultado dessa conta será subtraído o ICMS da origem.
As novas diretrizes foram propostas pela Emenda Constitucional
87/2015 e acordadas entre os estados por meio do Convênio 93/2015 do
Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
“De maneira geral, todas as mudanças exigem do contribuinte um maior
cuidado com a gestão contábil, para indicar com precisão para onde o
dinheiro está indo”, diz Veras, do Sescon-SP.
As mudanças entram em vigor em janeiro de 2016, mas as empresas não
serão multadas nos primeiros seis meses de vigência caso não consigam se
adequar.
Esse tempo para adequação foi concedido pelo governo federal após a
Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostrar que não haveria tempo
suficiente para que todas as exigências fossem cumpridas por todos os
contribuintes.
A partir de janeiro de 2016 os contribuintes do estado de São Paulo
que faturaram R$ 100 mil ou mais em 2015 deverão substituir o Emissor de
Cupom Fiscal (ECF) pelo Sistema Autenticador e Transmissor de Cupons
Fiscais Eletrônicos (SAT).
Os ECFs que possuem mais de cinco anos desde a primeira lacração
também precisarão ser substituídos, obrigatoriedade que atinge os
seguintes CNAEs: 4711301, 4711302 e 4712100.
O SAT também passa a ser obrigatório para postos de combustível, em substituição à Nota Fiscal de venda a consumidor (modelo 2).
Como o ECF, o Sat é um equipamento gerador de cupons fiscais que
precisa ser instalado fisicamente no estabelecimento comercial. Porém,
como as notas geradas pelo sistema são eletrônicas, não há a necessidade
de ter o equipamento instalado em cada um dos pontos de venda de uma
loja.
Porém, mesmo que o contribuinte escolha operar com a NFC-e, o governo
paulista obriga os estabelecimentos do Estado a terem ao menos um ponto
com Sat instalado para situações denominadas de “contingências
off-line”.
As indústrias e atacadistas do estado de São Paulo que recolhem o ICMS pelo Regime Periódico de Apuração (RPA) estarão obrigados a utilizar a Nota Fiscal
Eletrônica modelo 55 (NF-e) a partir de 1º de janeiro de 2016. A
exigência, anunciada pela Secretaria da Fazenda paulista (Sefaz-SP),
atinge 80 mil contribuintes.
Com inclusão destes segmentos, a Secretaria da Fazenda amplia a
obrigatoriedade da NF-e para a totalidade de contribuintes enquadrados
no RPA.
A Sefaz-SP colocou à disposição do contribuinte um emissor gratuito que pode ser baixado a partir da página inicial da NF-e.
É sempre delicado falar em cronograma de implantação do eSocial, já que há seis anos ele povoa o imaginário dos empresários, sem no entanto ser colocado em prática.
Mas pela última manifestação da Receita Federal, a partir de setembro
de 2016 todas as empresas que faturaram mais de R$ 78 milhões em 2014
terão de adotar o sistema. Para as demais empresas, a obrigação só passa
a valer em 2017.
O eSocial é um banco de dados que será abastecido pelos contribuintes com informações da folha de pagamento,
com obrigações trabalhistas, previdenciárias e fiscais. Por sua vez,
os entes públicos acessarão nesse banco aquelas informações pertinentes
às suas atribuições.
O sistema não mudará as datas para as empresas cumprirem suas
obrigações acessórias. A GFIP, por exemplo, continuará a ser entregue no
dia 7 de cada mês. Porém, o eSocial cria uma série de outras
burocracias. Para uma empresa incluir um funcionário nesse banco de
dados terá de preencher 1.480 campos.
“As empresas precisam criar uma agenda para identificar eventuais
falhas na gestão contábil e fiscal porque o eSocial não vai tolerar
erros. É preciso antecipar esses problemas para não serem penalizadas”,
diz Vanildo Veras, vice-presidente financeiro do Sindicato das Empresas
de Serviços Contábeis de São Paulo (Sescon-SP).
O sistema não permitirá inconsistências nos dados dos trabalhadores.
Por exemplo, se o nome de um funcionário aparece em seu CPF com uma
grafia, e por algum motivo constar com uma grafia diferente no PIS, o eSocial vai recusar o cadastro desse trabalhador. Nesse caso, será preciso padronizar o documento nos órgãos responsáveis.
Em 2016 será alterado o prazo para entrega da ECD, que passa a ser o
último dia útil do mês de maio no ano-calendário subsequente ao da
escrituração. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União do dia
3/12.
Além dessa mudança, para o ano-calendário 2016 foram alteradas as
regras de obrigatoriedade de entrega da ECD para as empresas imunes ou
isentas e para as pessoas jurídicas optantes pela sistemática do lucro presumido.
Também foi revisto o texto da obrigatoriedade de entrega das
Sociedades em Conta Participação (SCP) e foram estabelecidas exceções de
obrigatoriedade de entrega da ECD para empresas tributadas pelo Simples Nacional, órgãos públicos, autarquias, fundações públicas e pessoas jurídicas inativas.
Houve alteração do prazo de entrega da ECF para o último dia útil do
mês de junho no ano calendário subsequente ao da escrituração.
Além disso, para o ano-calendário 2016, passou a ser obrigatório o preenchimento do Demonstrativo de Livro Caixa (Registro P020) para as pessoas jurídicas optantes pela sistemática do lucro presumido
que se utilizem da prerrogativa prevista no parágrafo único do art. 45
da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro 1995, e cuja receita bruta no ano seja
superior a R$ 1,2 milhão, ou proporcionalmente ao período a que se
refere.
Também, todas as imunes ou isentas estão obrigadas a entregar a ECF. A
mudança foi publicada no Diário Oficial da União do dia 3/12.
Foram estabelecidas novas alíquotas, previstas para entrarem em vigor no ano que vem, para a tributação do ganho de capital na alienação de bens. A alíquota atual de 15% do Imposto de Renda será substituída por quatro alíquotas (15%, 20%, 25% e 30%), que vão incidir conforme o valor do ganho.
A mudança, que afeta empresas do Simples Nacional, foi instituída por meio da Medida Provisória (MP 692/15) e passa a valer a partir de primeiro de janeiro de 2016.
Os valores das alíquotas serão determinados em faixas e terão uma tributação maior conforme o ganho de capital resultante da alienação.
No Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF)
de 2016 os profissionais liberais, a exemplo de médicos, advogados,
dentistas, entre outros, terão de informar o CPF de cada paciente ou
cliente, além de terem de discriminar os valores recebidos de cada um
deles. Até então só era preciso informar a somatória mensal dos valores
recebidos.
Fonte: Diário do comércio
Operações de comércio exterior vão eliminar 90 toneladas de documentos por ano
Mais de 90
toneladas de documentos serão eliminadas anualmente nas operações de
exportação e importação no Brasil, depois que todos os órgãos envolvidos
no comércio exterior aderiram à ferramenta de Anexação Eletrônica
disponibilizada pelo Portal Único de Comércio Exterior.
Com a participação desses órgãos, incluindo A Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ministério da Agricultura e o Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama),
95% dos processos de autorização para exportação e 97% de importação já
podem ser apresentados exclusivamente por meio eletrônico, reduzindo
custos e prazos nas operações de comércio exterior, informou o
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
O ministério e a Receita Federal calculam que cerca de 19 mil
documentos já são apresentados diariamente por meio eletrônico, mas com a
entrada dos demais órgãos no sistema, a avaliação do governo é que os
números cresçam à medida que os operadores de comércio exterior
intensificarem o seu uso.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, a eliminação do papel nas operações de comércio exterior é uma
das metas previstas no Plano Nacional de Exportações, lançado em junho
deste ano. Para o secretário de Comércio Exterior, Daniel Godinho, o
próximo passo é a implementação de um novo fluxo moderno e simplificado
de exportação já em 2016.
O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, destacou que a
implantação do módulo de Anexação Eletrônica implicou o redesenho e o
aperfeiçoamento de processos de trabalho, com ganho significativo de
tempo e otimização de recursos em todos os órgãos envolvidos. Rachid
disse também que o Portal Único é um projeto de Estado e seguramente
garantirá melhor qualidade no ambiente de negócios do país e na
competitividade das empresas no comércio exterior.
Fonte: Agência Brasil
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